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sábado, 3 de outubro de 2015

Entrevista com Celso Henrique da Banda Vestígios

 Essa semana bati um longo papo com Celso  Henrique, guitarrista da banda Vestígios, que  lançou esse ano um ótimo CD , entre uma  caipirinha e outra, a divagação sobre vários  assuntos, vale a pena dar uma sacada no  equipamento do guitarrista e ouvir o trabalho de  lançamento da banda.

1- Como foi a gravação no estúdio ...?
R:É uma experiência única! Como músicos, nós achamos que um dos momentos mais proveitosos é esse, o da gravação. Participar ativamente com o pessoal envolvido, dar idéias que, num primeiro instante, parecem sem sentido, mas que podem acabar dando certo é algo indescritível. Aliás, é exatamente essa incerteza que faz com que todo esse processo seja algo tão bacana. Você chega no estúdio com uma coisa em mente e, de repente, o que se encaixa melhor é exatamente o oposto.

2- Qual a atual formação da banda e como vocês chegaram a esse ponto?
R: A banda hoje é formada por: , Thales Martins, na baterista, Fernanda Francis, vocal, Leonardo Rendano, baixo e eu nas guitarras. A banda primeiramente começou com uma formação de power trio, nós tocávamos Nirvana, Silverchair, Rage Against, e com o tempo nós fomos pensando nesse idéia de vocal feminino. Sempre gostamos bastante de Paramore e isso foi algo que influenciou um pouco nessa escolha. Desde então, nós fomos meio que reformulando nosso repertório de covers, para que fizesse sentido com essa nova abordagem com estilo mais "calmo". Mas, mesmo dessa forma, nós gostamos de colocar nossas guitarras distorcidas, afinal de contas isso é rock!

3-Porque lançar um trabalho com 10 músicas em vez de um EP com 06, por exemplo?

R: Acho que não tem um porquê... nós estamos há muito tempo pra lançar nossas músicas, o pessoal conhecia só de ir nos shows e tal. Acho que a gente queria fazer logo tudo de uma vez, pra galera sentir o nosso som como um todo, mesmo porque não existia um consenso a respeito de qual música o público mais curtia. Sempre recebemos respostas diferentes para a pergunta "de qual música você gosta mais?". Talvez por isso a gente tenha lançado tudo, pro pessoal ouvir a(s) música(s) que mais gosta, sem necessariamente ter que esperar muito tempo pra isso.

4-As Letras são bem bacanas e pessoais, como é esse processo de composição?
R: Geralmente eu e a Fernanda compomos juntos, mas nada impede que o resto da banda não possa dar seus pitacos. No fundo, todo mundo dá um pouco de si, seja na letra, seja na melodia, porém o impulso inicial (e, eventualmente, todos os impulsos) geralmente é dado por nos dois.

5- Qual a expectativa do lançamento do CD e como anda a agenda de shows?
R: A galera curtiu muito as músicas e isso, para nós, é muito gratificante, de verdade. Nós tínhamos boas expectativas para o lançamento das músicas, pois nós observávamos uma espécie de demanda reprimida por nossas canções, mas consideramos que, mesmo assim, essas mesmas expectativas foram superadas, porque a resposta do pessoal foi realmente muito boa. Por exemplo, quando lançamos a primeira música, nós conseguimos, se não me falha a memória- mais de 300 plays em um dia no soundcloud. Isso pra uma banda independente é algo extremamente considerável.
Celso e sua Epiphone
Com relação aos shows, estaremos no  lançamento do Rock Baixada, que será em Duque de Caxias, na Feuduc, com a organização do Luiz Renato, um cara da cena independente que tá sempre dando uma grande força pro pessoal do rock. Vai ser sábado agora (9 de agosto) e começa às 20:00. Esse evento vai contar, ainda, com a participação de bandas como Drenna Rock, Banheiro Azul, Nove zero Nove e Sol do Sul. E também shows no evento FBI, da TDG Eventos, do Gustavo Sanna, outro que tá sempre fazendo eventos e ajudando o pessoal da cenário independente.

6- Quando sai o primeiro Clip oficial?
R: O primeiro clipe está quase saindo. Acredito que em mais ou menos um mês ou até menos ele esteja sendo lançado. E talvez com uma surpresa.. pode ser que a música do clipe não seja necessariamente uma música que tenha sido lançada na internet. Mas isso aí nós não vamos confirmar, só iremos deixar o suspense mesmo... hehe

7- Por que a frase “Continue essa história” aparece em todos os lançamentos da banda?
R: O "continue essa história" é meio que uma tradução, na forma de palavras, do que todas as bandas passam ao longo de sua trajetória: dificuldades de todos os tipos e troca de integrantes. É como se a gente tivesse dizendo pra cada um que tem banda "não deixe a peteca cair! Continue sempre!"; às vezes, a mudança vem pro próprio bem, e isso é algo que se reflete mesmo nos mais diversos aspectos da vida.

8-Pedal ou Pedaleira? E Por quê?
R: Com certeza trata-se de uma dúvida cruel. Talvez seja apenas uma questão de gosto, funcionalidade e condições financeiras. Gosto dos Pedais, apesar de ter usado uma pedaleira por muito tempo! A maior vantagem é o fato de não serem digitais. Todo o circuito analógico mantém os harmônicos do som natural da guitarra, mais presentes. O sistema digital tem a praticidade, porém, de certa maneira, “esfria” o timbre, mesmo se seu multi-efeito tiver a função true by pass, o som da guitarra acaba sendo processado.
Agradecer sempre é bom!!!
Existem muitas opiniões sobre esse tema ”pedal ou pedaleira”, um exemplo muito falado é: você está usando um timbre com compressor, equalizer, chorus delay; e quer mudar para um timbre de overdrive, phaser e reverb. Com os pedais você teria que fazer uma "coreografia". A não ser que você tenha condições de comprar um controlador Bob Bradshaw para fazer essas mudanças radicais de timbres , enquanto na pedaleira é só deixar tudo programado e apertar apenas um patch para uma mudança radical de timbre.
Programar, talvez  seja esse, o maior terror da maioria dos guitarristas, Nos multi efeitos atuais, a quantidade de recursos é quase infinita, ou seja... Madrugadas quebrando cabeça para aprender a programar tudo bonitinho, o que a grande maioria dos guitarristas não tem a menor paciência pra fazer.
Talvez o grande problema não seja a praticidade e sim a questão financeira. Quando o assunto é preço, os pedais "judiam" da gente, pois são vários e você nunca vai se contentar com apenas um, enquanto o simulador digital vai ter quase tudo dentro dele, a questão é saber dosar e ver qual caminho você acha melhor na sua estrada musical. 

9-Qual o seu set atual?
R:Violão Epiphone EJ200/ Ano: 2004
Guitarra Epiphone Les Paul Black Beauty 3/Ano:2007
Pedais:
Boss TU-3:Este pedal não emite ruído algum ao meu sinal.
É realmente fácil de usar, tem uma tonelada de grandes recursos e preciso na afinação.  
Boss CS-2: Um ótimo auxílio em músicas mais calmas, além de outras funções. 
Fulltone GT500: Um pedal que rapidamente me agradou.  Mesmo possuindo um drive bem "ardente e áspero", consegue dar clareza nas notas. É excelente para empurrar drives macios de amplificadores,e possui um switch que troca a posição do drive/boost para antes ou depois da distorção, sendo uma peça fundamental no set.  
Barber Half Gainer Dual: Possui dois canais com ajustes independentes de volume e ganho, um pedal que basicamente funciona como um leve impulso para quem gosta de um overdrive que consegue ser quente ao mesmo tempo suave e com bastante clareza. 
Garage Tone Phaser: Possui uma grande variedade de tons analógicos quentes,consegue ser bem fiel, e você pode se divertir por muitas horas sem enjoar.  
Boss CE-3: Um dos melhores chorus que já ouvi! Me tira o fôlego fazendo lembrar muitos clássicos. Eu encontrei várias configurações úteis para ele, dependendo do que eu quero para um som particular. Possui dois modos e funciona muito bem em qualquer set.  
Blackstar/HT-Delay: Muita versatilidade, possuindo uma tonalidade natural com sua válvula, trazendo um grandes timbre vintage.  
Boss RV3:Um pedal Reverb/Delay que consegue ter atmosferas para atender a maioria dos estilos. 
Ibanez/Booster(Customizado pela GuitarTech):Quem gosta de colocar um pouco de tempero nos solos, esse pedal é excepcional, consegue se parecer com um som de amplificador valvulado sem estar tocando em um.  
MXR Zakk Wylde Overdrive: Este pedal tem um monte de glamour e pode ser muito barulhento, para quem gosta de um timbre de médio para o agudo com suavidade, é uma opção muito boa. 
Crybaby/wha-wha (Jim Dunlop):É sem dúvida o mais famoso dos pedais de efeito de todos os tempos. Quem gosta daquele toque hendrix, é uma opção excelente. 

10-Foi o mesmo usado na gravação do CD?
R: Não tive a oportunidade de produzir o disco com todos os meus equipamentos atuais.Mas tive o privilégio de trabalhar com os seguintes equipamentos:
Cabeçote Orange Th30 Thunder.
Guitarra Fender stratocaster 1975
Guitarra Gibson The Paul 1978
Guitarra Gibson Les Paul DC 1979
Guitarra Epiphone semi acústica 1995
Violão Epiphone ej 200/ 2004
Guitarra Epiphone Les Paul Black Beauty 3 /2007
Pedal MXR Zakk Wylde Overdrive
Pedal Cry baby  wah-wah (jim dunlop)
Pedal Pog2  Electro Harmonix
Pedal EF103 guitar disruptor
Pedal Electroharmonix  Hum Debugger
Pedal Hardwire Supernatural Ambient Reverb Pedal
Pedal Boss Tremolo Tr2
Pedal Ibanez  Flanger Fl9
Pedal Boss CE2 Chorus
Pedal ProCo Rat Distortion
Pedal MXR  Carbon Copy Analog Delay
Pedal Tc Electronics Flashback Delay
Pedal Electro Harmonix Freeze Infinite Sustain
Pedal Mxr Phase 90
Pedal Ibanez TS9 Tube Screame
Pedal Philosopher's Tone Germanium Gold Compressor
Pedal Boss FV50L 
Pedal  Electro Faustus  Photo Theremin EF102




domingo, 28 de setembro de 2014

Entrevista Com Claudio Fonzi


Claudio Fonzi.
Essa semana bati um super papo com Claudio Fonzi, que conheci em Petrópolis-RJ nos anos 90, quando ele tinha uma loja de discos Chamada Renaissance  nessa época eu vendia discos na rua em frente ao Teatro Dom Pedro e comprei com o Claudio meu primeiro disco de Blues, uma caixa com 05 discos do Robert Johnson. Apesar de vários amigos em comum, ficamos quase 15 anos sem contato, coisas da vida..... desse reencontro, fizemos a entrevista abaixo:
1-Seu início comercial na música se deu através da loja Renaissance? Ela ainda existe? 
R: O início de tudo aconteceu de forma puramente informal. Venda de discos no meu quarto, ainda na casa dos meus pais ou indo na casa de amigos. Foi em 1985 e eu tinha 20 anos nessa época.Em seguida aconteceu a grande reviravolta e minha profissionalização: em 1988 criei a gravadora Som Interior Produções Artísticas para produzir e lançar o vinil do grupo petropolitano Anno Luz. Posso realmente afirmar que tudo que aconteceu em minha vida profissional foi devido a esse disco. Já a Renaisance Discos surgiu posteriormente, em janeiro de 1993. A rigor, ela nunca deixou de existir após essa data, mas depois de 21 anos, ela está atuando apenas na internet. Mas os planos de ressurreição como loja física estão vivíssimos e ainda para 2014.

2- De onde veio a ideia da produção cultural com o fomento de Shows Nacionais e internacionais?
R: Eu tenho um gosto musical bastante eclético, adoro música Folk, MPB, Hard Rock, Blues, Rock em geral etc, mas sempre me identifiquei muito com o Rock Progressivo e sempre percebi as enormes dificuldades que as pessoas tinham para obter um disco ou ver um show. 
Claudio Fonzi e Sergio Hinds, Guitarrista do Terço.
Com o tempo fui conhecendo músicos do estilo e percebi que os problemas eram muito mais graves ainda, dada a grande dificuldade de se encontrar produtores, gravadoras, casas de shows, apoio da mídia etc... Dessa forma, desde bem jovem, na casa dos meus 18 a 19 anos que comecei a pensar seriamente em fazer algo em prol do Progressivo. Idealizei então me formar, arranjar emprego e economizar para um dia poder fazer esse "algo" que eu ainda nem sabia o que realmente seria. Felizmente, os caminhos tortuosos da vida me encaminharam muito mais rapidamente do que eu imaginava e mesmo sem a menor condição financeira para investir em alguma coisa, as oportunidades foram aparecendo e logo me vi completamente envolvido nesse universo. Cronologicamente falando, posso dizer que iniciei em 1988 com a produção do vinil do Anno Luz citado acima. Já em termos de shows, iniciei em 1990, quando assumi a responsabilidade de produzir o primeiro show profissional da banda carioca Quaterna Requiem. Aconteceu em uma casa noturna situada na Barra da Tijuca e chamada Perestroika, a casa era ótima, mas a distância era imensa na época e o horário e dia bastante impróprios (5ª feira a partir das 23h). Apesar disso, foi um sucesso extraordinário, casa hiper lotada, muitas pessoas tiveram de ficar completamente imprensadas em outras. Esse sucesso inicial, apesar de tantas dificuldades impossíveis, me deu tanto orgulho e felicidade que me fez querer trabalhar nisso para sempre!!!

 3- Como é o espaço para essas bandas tocarem?
 R: De modo geral, infelizmente, o espaço é muito restrito e difícil em todas as áreas do Brasil.

4- Recentemente o Prog Festival foi fechado em uma das maiores casas de Minas Gerais o Teatro Bradesco MG, existe a possibilidade real de se levar Prog Festival para outras capitais e já emendando de primeira, o que falta paras as outras capitais receberem o Prog festival?
Claudio Fonzi e Elis no Show do Scorpions.
R: Intenção realmente existe, mas a inexistência de parceiros que entrem em sociedade, tanto investindo recursos quanto dividindo lucros e prejuízos, impossibilita.Fazer um evento progressivo em Belo Horizonte é um sonho que tenho há muitos ano,
agradeço imensamente a oportunidade dada pela direção da casa e o crédito recebido. Espero que tudo corra com perfeição, apesar das minhas obvias limitações como ser humano. Não tenho a menor dúvida que esta produção está sendo a mais louca atitude que já tive, mas levo fé que o público vá prestigiar e que tudo será um sucesso. Aí sim, se for um sucesso, tenho real esperança de que a credibilidade ficará maior e acontecimentos do gênero possam se repetir em casas desse nível e até mesmo em outros estados.

5-A Imprensa especializada ajuda na divulgação desses eventos?
R: Normalmente não, mas espero que nesse caso acima, venha a ajudar. A imprensa mineira é bem mais aberta musicalmente que a do resto do país, então é perfeitamente possível.

6-Dos artistas que você trouxe para fazer shows qual te deu mas satisfação pessoal e Porquê?

R: Indubitavelmente foi com a cantora Annie Haslam do grupo inglês Renaissance!!Aconteceu em 1997 e foi minha 1ª produção internacional. Sempre digo que comecei com os 2 "pés direitos", pois foram nada mais, nada menos que 4 shows lotados com a "musa das musas do Rock Progressivo"!! Além do mais, o Renaissance sempre foi das minhas maiores paixões e justamente foi o nome que escolhi para dar à minha loja de discos.

7-Qual Banda/artista que ainda não trouxe mas gostaria de trazer?
Claudio Fonzi, Marcus Viana e Kleber Vogel
R: Bem, aí a lista é muito grande... mas, dentre os que ainda julgo como possíveis estão o multi-instrumentista inglês Mike Oldfield, os grupos alemães Eloy  e Grobschnitt e os grupos ingleses  Steeleye Span e Hawkwind.

8-Qual a expectativa de Shows para 2014?
R: Depois do BH Prog Festival farei um show com um antigo projeto que é um verdadeiro sonho meu: O Terço tocando as principais músicas dos lamentavelmente subestimados e esquecidos álbuns "O Terço" de 1973 e "Mudança de Tempo", de 1978. Esse show ocorrerá nas datas de 01/10 encerrando o BH Prog Festival e no dia 02/10 no Rio de Janeiro, no Teatro Rival.

9-Alguma Surpresa para 2015?
R: Bem... com certeza!!!!!! Mas nada posso falar sobre elas, senão deixarão de ser surpresas... hehehe

10-Talvez muita gente não saiba, mas você produziu 14 cds, gostaria que você falasse um pouco sobre isso.
R: Sim, tenho muito orgulho de todos. Um trabalho insano em promovê-los, ainda com as minhas eternas limitações de ser um "exército de 1 homem só”. 
Obviamente, no decorrer dessa estrada, encontrei muitas pessoas que me ajudaram e sou muito grato a todas, mas, no cômputo geral, a realidade sempre foi aquela e isso complica muito. Em termos de CDs, meu 1º artista foi o grupo Luz da Asia, criado no Rio, mas com músicos de procedências variadas. Um grupo musicalmente maravilhoso, absolutamente brilhante tanto em estúdio quanto ao vivo.O CD foi o 1º da banda e recebeu o título de "Orientales". Foi lançado em 1995 e teve várias tiragens.


quinta-feira, 24 de julho de 2014

Entrevista com Pedro Nogueira guitarrista da banda Helga

Essa semana troquei uma ideia com o guitarrista Pedro Nogueira da banda Helga, que lança um EP com 06 músicas bem bacanas, as canções são fortes e diretas e o trabalho de guitarra e timbre muito bem executado, vocês podem conferir o trabalho da banda em:
https://www.facebook.com/helgaoficial
http://helgaoficial.bandcamp.com/
http://instagram.com/helgaoficial


1-Vamos com a clássica, como surgiu a Helga?
R: O Helga surgiu do encontro de amigos pra fazer música, simples assim, .. Eu, Raphael e Vital juntamos um monte de riffs, mas uns covers e começamos a nos encontrar toda semana pra tocar...As músicas foram surgindo espontaneamente .. Depois chegou o Melvin no baixo...tudo aconteceu naturalmente...Aos poucos tudo foi tomando forma.
Raphael, Melvin, Pedro e Vital.
2-O que difere o trabalho do Helga dos seus trabalhos anteriores com o Luxúria e o Rodox?
R: Basicamente seria o fato de ter começado tudo do zero .. No Rodox, e no Luxuria, por mais que todos tivessem liberdade de criar e etc .. o trabalho já tinha uma cara.
3-Apesar de todos os integrantes da banda terem bastante estrada a banda é nova, já vai rolar shows?
R: Apesar da estrada de todos, o Helga é um filho recém-nascido, ainda estamos engatinhando, queremos ver esse filho crescer muito...estamos no gás pra tocar bastante!! Algumas datas estão sendo agendadas.

4- Qual a expectativa do lançamento do EP?
R: A melhor possível, estamos muito satisfeitos com o trabalho como um todo, desde a forma como criamos tudo a gravação no Melhor do Mundo com nosso querido irmão Alexandre Griva, toda arte feita pelo talentosíssimo Flavio Flock, as fotos feitas pelo Carlos Fernando, o apoio 100% do Wilson da Brecho Discos ... Queremos espalhar ele pelos quatro cantos do mundo. 

5- Como foi a aceitação do primeiro Clip oficial?
R: Nosso amigo Níper nos deu esse presente, que foi o clip de "Escolha Errada", eu curti de cara, e a aceitação tem sido boa !!!

6-Ouvi o EP, e fica aquela sensação que poderia ter mais musicas, porque a escolha de apenas 06 músicas?
R: Exatamente pra você ficar querendo ouvir mais .. heheheh

7- Vi na página de vocês um texto apresentando a banda e um termo me deixou curioso, “Roqueiragem”, o que Significa?
R: Como falei do início do Helga, amigos se juntando pra fazer rock e se divertir.

8- Pedal ou Pedaleira? E Porque?
R: Pedal, tem o som de verdade, pedaleira eu acho o som muito processado, fica meio que de "plástico".

9- Qual o seu set atual?
R: O set do Helga é muito simples, drive no talo, uso pedal Mad Cat da Mad Lab, e em uma música uso 01 Cry baby .. Faço todas as dinâmicas na mão.
10- Foi o mesmo usado na gravação do EP?
R: No EP, usei Les Paul ligada direto no soldano...dá pra sentir o drama na gravação.






sexta-feira, 21 de março de 2014

Pedais Lavielectro


Como já disse em artigos anteriores é muito bacana poder usar produtos nacionais e ter a certeza de que qualidade e timbres estejam de acordo com seu gosto. É notório não só o crescimento do mercado, mas também a qualidade dos produtos, nesse quase meio século de vida pude ouvir e tocar uma infinidade de pedais, alguns não merecem nem o comentário de "Ah pelo menos se tentou", então toda vez que toco com alguma coisa nacional que realmente curto eu procuro o responsável para bater um papo e conhecer melhor sua história. O convidado da vez é o Daniel sócio da empresa de pedais hand made Lavielectro, confiram abaixo, se divirtam e experimentem os pedais, eles são realmente tudo isso que ele avisa no fim da conversa!!!!

1-Daniel, como surgiu a Lavielectro?
R: No início de 2011, meu pai e eu estávamos montando alguns pedais para uso próprio, eram tardes de final de semana bastante agradáveis trocando experiências e gastando boas conversas, estávamos curtindo bastante a idéia. Coincidentemente, na mesma época, pegamos um chorus de boutique de um colega pra consertar e não gostamos nada do que vimos. Além da baixa qualidade na construção do pedal, de maneira geral, percebemos que faltava algo, conceito, tema, trabalho criativo..., por traz da coisa. O seguinte pensamento foi inevitável: “…Caramba, os nossos pedais experimentais estão bem mais bacanas do que esse!” E se fizéssemos pra valer? Isso nos desafiou e encorajou a oferecer algo com mais qualidade ao mercado nacional.
Estava aberta a sociedade. 

2-Porque começar com pedais de guitarra e não com outros acessórios?
R: Porque até então, pedais são nossa expertise. Creio que com amadurecimento da empresa e a demanda de clientes por novos produtos, naturalmente nos chamará para outras frentes.

3-Como é a participação do seu pai nesse processo?
R: Meu pai, é sócio e é o cérebro eletrônico da empresa.
Eu defino produto, tipo de efeito, arte, conceito, timbre, e ele faz a coisa sair do papel e acontecer. Ele é um excelente projetista.

4- Quais as expectativas de mercado para esse ano?
R: Apesar da economia instável e do dólar alto, acreditamos que esse ano será muito bom para a Lavielectro, por conta da nossa proposta de valor, que é oferecer um produto de extrema qualidade, diferenciado. Queremos ganhar market share em relação aos importados e pra isso, estamos investindo em marketing para que as pessoas possam rapidamente ter acesso ao nosso produto, no qual confiamos tanto.
5-Tive oportunidade de tocar nos pedais da linha e fiquei impressionado com a qualidade do som e timbre, bem como com o cuidado dos detalhes, como embalagem, manuais etc, dá pra bater de frente com os pedais gringos?
R: Muito obrigado! O que posso dizer, é que esse é o maior objetivo da nossa empresa; fabricar um produto tão bem feito, que faça com que o cliente fique em dúvida se é um produto nacional ou gringo. Acho que chegou o tempo de virar a mesa e quebrar essa cultura nacional de fazer mal feito, fazer com o mais barato.

6-De onde veio a ideia de associar a imagem vintage com os pedais?
R: Sempre gostei do vintage, comecei a curtir ainda mais, quando percebi que na música, vintage, muitas vezes é sinônimo de qualidade, ou o famoso “mojo”. Pesquisei o mercado de pedais, senti muita falta de produtos que pudessem resgatar essa cultura bacana.

7-Quais são os pedais feitos pela Lavielectro hoje?

8- Poderia falar um pouco sobre cada pedal e seu desenvolvimento som, etc..?
 R: O primeiro deles, o “Old Yeller Classic Overdrive”, é um overdrive clássico, como o nome diz, hehe… Não há porque inventar e dizer que ele é o “drive das galáxias”, “nunca antes visto na história deste país” e blá blá blá...
Phill guitarrista dos Detonautas
[risos]. Ele é baseado no famoso chip 4558, utilizado principalmente na linha tube screamer da ibanez, na qual nos inspiramos. Projetamos o circuito de forma a fazer com que a saturação abra um pouco mais comprimida nas válvulas do amplificador, evitando aquele drive “espalhado” que às vezes embola um pouco, enfim, um drive cremoso, versátil e cheio de harmônicos… pau pra toda obra. Logo em seguida, lançamos o “Copy & amp; Paste Vintage Delay”, com sonoridade inspirada nos timbres das antigas máquinas de delay analógico, onde a principal característica é um som quente, levemente saturado, onde o som das repetições tenha um sutil corte de agudos, para que a repetição se diferencie em camadas do som original da guitarra. Quanto mais feedback ajustado, mais suja fica a repetição. Controles simples e timbre quente…esse é o vintageThe Rocket Premium Guitar Booster” foi uma idéia inspirada nas minhas necessidades pessoais em palco. Ele é um clean booster, com dois estágios de ganho. Um primeiro estágio, acionado por uma chave true bypass, liga o pedal e adiciona a quantidade de boost que você definir no knob de ganho. Ao pisar na segunda chave, um ganho extra entra em ação, cerca de 20% a mais do que o valor do primeiro estágio, proporcionalmente, fazendo um “boost do boost”. 
Phill usa pedais Lavielectro
Ganho de sobra pra todo tipo de situação no palco…compensar perda de sinal, adicionar punch, volume pra solos, até um drive…vai da sua criatividade. Nosso lançamento mais recente é um Fuzz chamado “Cold War”, guerra fria em português. Ele tem este nome pois leva todo o estilão dos Black muffs que eram produzidos na Rússia e foram descontinuados. O Cold War está disponível na versão Classic, com transistores de silício, e também na versão “special edition”, com transistores de germânio, pra quem curte um pouco mais de ganho. Utilizamos transistores de germânio, estoque antigo de 1970, trazidos da Ucrânia e Bulgária. (Há algum feitiço em transistores de 1970? Não, mas achamos que seria bacana demais, fazer um pedal chamado Cold War, com componentes fabricados na União Soviética). 

9- Qual o seu set atual?
R: Sim, toco guitarra há muitos anos. Meu set atual hehe, são os pedais da Lavielectro. O que acontece comumente é algum cliente querer o pedal do meu pedalboard e eu ficar sem...rs 

Phill
10-Teremos novos lançamentos ainda em 2014?
R: Com certeza. Estamos atualmente trabalhando no projeto de um reverb digital, com algorítimos de altíssima qualidade. Queremos muito lançá-lo ainda nesse semestre. Temos inúmeros projetos na cabeça e teremos que escolher alguns para 2014, pois o trabalho envolvido é grande. De qualquer maneira, coisas bacanas estão pra sair em 2014.

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

PedalMania


Pedalmaniacs

Recentemente surfando na grande rede me deparei com um site muito bacana, falando sobre pedais o  www.pedalmaniacs.com.br 
passeando pelo site, vi que ocorrerá uma "feira" bem bacana onde será possível, comprar, trocar e tocar nas caixinhas mágicas, nossas de cada dia.Troquei uma ideia com o idealizador do site, e segue abaixo nosso bate papo!

1- Gostaria de que você fizesse uma breve apresentação sua aos leitores. 
R: Meu nome é Maurício Romeu e sou usuário de pedais de efeitos. No começo eu achava um barato testar de leve um overdrive, só para experimentar mesmo, foi então que me apresentaram o distortion e você sabe como é né, a gente sempre quer mais, e foi ai que me aplicaram o fuzz, e ai meu amigo, desandei de vez e hoje sou responsável pelo site www.pedalmaniacs.com.br, que também fazem parte o meu braço direito Thiago Kerzer e mais a nossa equipe que sempre está colaborando em nosso conteúdo. O pedalmaniacs é um site feito para você conhecer novos pedais e saber o que os músicos renomados ou não usam por ai em seus sets!

2- Como surgiu a ideia do site?
RBom, eu estava a exatos 3 anos perambulando por fóruns e sites sobre pedais, coisa que todo mundo faz quando entra neste mundo de pedais, e  eu sempre fui encanado em saber o que os músicos usavam "de verdade" em seu line up. A ideia veio do site Guitargeek, mas eu queria fazer algo mais fiel, com fotos reais dos pedais e dos músicos.
Foi dai que surgiu o Pedalmaniacs e nós começamos com essa vibe,  fazendo algumas matérias especiais, mostrando os lançamentos de pedais da época até chegar nos reviews que são nosso foco principal atualmente. Eu realmente não achava que chegaríamos onde chegamos!

3-Sabemos que dar as opiniões, testar, gravar videos, demanda tempo e grana, como é a relação com os patrocinadores e investidores?
R: Acho que tudo tem seu tempo, estamos fazendo 3 anos de blog e a colheita está sendo obrigatória. Nós conseguimos fazer 2 ilhas de edição de reviews e tudo isto graça aos fabricantes de pedais e algumas lojas que investem em propaganda com a gente. Sobre as opiniões nós pensamos que é muito relativo você pegar um pedal similar a um tube screamer e falar : Esse é o melhor !!! Ele pode soar bem diferente ai na sua casa do que em nossos estúdios, vai depender de vários fatores como guitarra, captadores, amplificador ... etc! Por isto adotamos ter um discurso bem simples com opiniões sobre o que realmente o pedal tem a mostrar. Nós temos muitas empresas internacionais que gostam de nosso trabalho e sempre estão em contato apoiando nosso trabalho.

4- Qual a expectativa da 1º feira de pedais de efeitos? Onde irá ocorrer e como as pessoas podem participar?
 R: Cara, estou fazendo está entrevista contigo a exatos 10 dias do evento, o telefone não para, e-mails não param, imprevistos acontecem e a boa repercussão por causa da feira anda nos motivando muito. Tudo está correndo como programado, a Receita Federal não está tão arisca assim ( Sim, nós pagamos taxas pelos pedais que são doados para feira). Na feira as pessoas poderão levar sua guitarra/baixo e testar todos os pedais disponíveis, ou usar as guitarras de Seizi Tagima que estarão disponíveis por lá, teremos também 3 baixos para a galera dos graves. Em partes, os pedais estarão disponíveis em bancadas com head phones ( para evitar poluição sonora), mas também terão os amplificadores ligados nas caixinhas para você sentir o vento nas costas. Para participar da feira que acontece dia 10 de Novembro no espaço Via Marquês em São Paulo - Sp , basta comparecer e contribuir com os R$ 15,00 do ingresso. Aqui você tem todos os detalhes  www.pedalmaniacs.com.br/feira

5-Quais as marcas que irão participar oficialmente?

R: São mais de 80 marcas, as mais conceituadas lá de fora são : Eventide, Strymon, Moog, Earthquaker Devices, JHS, Robert Keeley, Zvex, Boss e tem também as nacionais Santo Angelo, Fuhrmann, Danamp, Ed Mod Shop entre outras.

6-Os set dos guitarristas "normais" se assemelha aos dos grandes astros? 
R: Cara, isso eu posso responder com certeza absoluta : Não!
Os guitarristas normais tendem a ter mais aquela vibe "Na procura do timbre perfeito" e por isto estão sempre tentando ter
o que de melhor se cria no mercado. Bandas renomadas montam um set de pedais e excursionam o ano inteiro com aquele set, já nós
os "normais" sempre estamos mudando, principalmente aqueles que trabalham com cover!

7-Vi shows no Rock in Rio 2013 e é absurda a diferença entre um show gringo e um show nacional(não falo da qualidade musical ou técnica e sim o show por show) isso ocorre nos set de guitarristas nacionais e gringos? 
R: Eu acho que o lance é na produção e nos técnicos de som. Equipamentos nós temos, por vezes até melhores, mas eu vi muito show nacional batendo gringo neste Rock in Rio.

8-Recentemente visitei a WG custon em Campinas e fiquei impressionado com a qualidade de amplificadores e pedais feitos pela empresa, na sua opinião a empresa nacional já consegue bater de frente com a "gringa", em termos de qualidade, versatilidade e marketing?
R: Infelizmente nós perdemos muito com altas taxas de importação de componentes de qualidade
que iriam garantir uma maior qualidade em nossos pedais. Acho que isto dificulta um pouco as coisas, pois temos
grandes gênios da solda em nosso país. Espero que este cenário mude. Argentina tem um pedal de reverb com shimmer com a MBS,acho que o hand made nacional passou da hora de poder ousar e fazer pedais mais inusitados. Me dá raiva quando vejo empresa lançando pedal feito no Oriente com chassi nacional e um marketing invocado! 

9- Qual o seu set atual?
R: Eu uso recentemente nesta semana (risos) ... vamos lá ... Strymon El Capistan, Strymon Mobius, Earthquaker Devices Hoof Reaper, Whammy 5, Wah Clyde Deluxe Fulltone,
Rat Turbo, JHS Charlie
e um Mini Vent da Neo Instruments ( o melhor pedal simulador de leslie que já toquei). 

10-Com sinceridade, pedal ou pedaleira e porquê?
 R: Pedal e Pedaleira ! Depende do que você vai fazer. Pedaleiras ganharam espaço com o avanço da tecnologia. Eu usei por muito tempo uma M9 da Line 6 que era meu coringa, qualquer efeitinho saia dali, e com qualidade. Recentemente testei uma TC Electronic G-System e teria ela no meu set se não fossem os R$4200,00 que me separam dela.